sexta-feira, 13 de abril de 2012

O meu livro

 Por estas paragens sempre que é preciso ir ao Aeroporto buscar ou pôr alguém, isso envolve acordar cedo e assistir a um nascer do Sol verdadeiramente glorioso. Hoje foi um desses dias e quando regressei a casa aproveitei a minha pedrada de sono para recomeçar a avançar na escrita do meu livro (chamemos-lhe assim porque tenho receio de um dia acordar com os pés fora da cama e mudar-lhe o nome novamente).
 Apesar das coisas do projecto que podiam ter sido adiantadas ao longo do dia, abateu-se sobre mim uma inércia cinzenta e esmagadora por isso acabei por não me conseguir levantar da cadeira - era mesmo pesada - Se ao menos tivesse chovido o dia inteiro para eu ter uma desculpa para não ter saído de casa… mas paciência.

 As sementes para este livro começaram a crescer algures na Selvagem Grande, uma das ilhas a Sul da Madeira. Desde aí que tenho andado a inspirar-me pelos sítios por onde passo e pelas pessoas que se vão cruzando no meu caminho e tenho convertido o que elas me oferecem em ideias que se adeqúem à história do livro.

 Deixo aqui uma mini introdução:

Depois de fugirem de um laboratório secreto, Ira, Sol e Syn prometem nunca se separar até recuperarem as vidas de que foram roubados. Mas na Antárctida do futuro, um rei tirano conspira secretamente contra a humanidade e eles vêem-se obrigados a lutar lado a lado com um grupo de rebeldes que o confronta nas sombras.”

 Como podem ver pelo mapa onde se vai passar a maior parte da acção, as previsões são bastante pessimistas para as consequências do aquecimento global e por isso o clima assemelhar-se-á ao Alasca dos dias de hoje.

 Não quero revelar demasiado mas posso adiantar que as personagens principais têm "poderes", mas não é nada como a típica história de super-heróis norte-americanos que têm que esconder a sua identidade por trás de uma máscara. Aqui eles querem apenas encontrar o seu lugar de volta na sociedade embora o destino pareça estar sempre a pregar-lhes partidas e a atirá-los para situações de perigo onde eles se vêem forçados a tomar decisões difíceis.

 Claro que um dia adoraria ver as minhas ideias impressas num livro gordinho e de preferência gostava de o ver à venda numa papelaria qualquer, mas sinto que ainda falta muita dedicação para ele estar tão bom como eu gostava que estivesse... daqui a uns anos talvez o vejam por aí! Quem me dera!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

À caça de sapos

Phrynobatrachus leveleve
 Fui acompanhar os norte-americanos numa curta saída nocturna na zona da Bemposta. O objectivo era "recolher" uns sapinhos de uma certa espécie para estudar uma possível hibridação.
 Vimos bastantes indivíduos da espécie P. leveleve cujo nome foi obviamente escolhido a pensar no dizer e estilo de vida Sãotomense.





Hyperolius molleri


 Mas o que eles precisavam realmente era este menino. No total apanhámos 11 bixos que foram parar aos sacos de plástico e por esta altura já devem ter tido um encontro próximo com uma dose elevada de um produto que os fará dormir...
Ovos de Hyperolius molleri
 Apesar de todos sabermos que o que estávamos a fazer ia resultar na morte de uma data de sapos, é inegável a excitação que vem associada a andar à noite à caça destes pequenotes! 



Quem tem os olhinhos mais queridos, quem é?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O preço do conhecimento

 A maioria das vezes que um biólogo retira amostras, fá-lo à custa do ser vivo que está a estudar. "Não tem mal" dizemos nós, "o conhecimento beneficiará a conservação da espécie..." ou ainda, "o conhecimento beneficiará o ser humano." Mas quem se lixa é certamente o bicho que ficou sem um bocado da cauda, da barbatana, sem um dedo, ou pior, sem a vida.
 Há uns meses atrás acompanhei uma pequena equipa de investigadores numa saída de campo. O seu método de recolha de amostras envolvia contratar um ou vários caçadores, providenciá-los com cartuchos de espingarda e depois segui-los de perto pela floresta enquanto esperavam que eles caçassem macacos (espécie invasora na ilha). Claro que a experiência foi tão aterradora como enriquecedora.
 Aterradora porque para alguém como eu que sente nos ossos o sofrimento animal, ver um macaquito a levar com uma chumbada nas costas, cair de uma altura de dez metros em cima das pedras mais pontiagudas que a mãe-Terra tem para oferecer - e sobreviver, só para depois levar com uma pedrada na cabeça e ainda assim tentar arrastar-se para longe dali foi algo verdadeiramente destrutivo tanto física como emocionalmente...
 Enriquecedora porque me deixou a pensar bastante na injustiça revoltante que é ser-se um bicho invasor. Sim! Ninguém faria isto a macacos endémicos de certeza, mas aqui... nem as mães com os bebés eram poupadas.
 Um aviso sincero para todos os animais ditos invasores que acompanham este blog:
 Se nasceste fora da tua terra natal oh pah... foge, mas foge para longe porque os biólogos vão arranjar maneira de te lixar a vida!
 E tanto sofrimento para quê? Vi uma familia inteira de macacos a atirar-se de um penhasco só para fugir aos caçadores... e para quê? A justificação que permitia os investigadores dormirem à noite era que tudo aquilo servia para compreender melhor o comportamento do vírus da SIDA e assim talvez, algum dia, com bastante sorte, poderia apontar na direcção de uma cura. O irónico é que eles próprios diziam que a melhor forma de combater o virus já se conhecia e era fazendo sensibilização junto das comunidades mais pobres e facultar preservativos gratuitos. Barato, simples e fácil. Mas dar coisas grátis nunca rendeu milhões a ninguém, por isso os macacos têm que sofrer.
 Estou aqui a escrever isto e sinto-me tão hipócrita como eles se devem ter sentido porque afinal de contas tenho aqui um sapinho que apanhei para os investigadores norte-americanos usarem nos seus estudos. Só espero que os americanos não exijam tanto dele como os outros exigiram dos macacos...

terça-feira, 10 de abril de 2012

Na cidade

 Motas, taxis e hiaces tão sobre-lotados como apressados e pessoas a correr à frente deles enquanto tentam atravessar a estrada cheia de poças e buracos.
 Cheiro a fumos e poluição em todas as suas vertentes mais variadas.
 As pessoas falam muito e muito alto, todas extremamente expressivas dentro e fora dos carros, onde têm que se cumprimentar com as buzinas.
 Mulheres desfilam nas ruas enroladas em tecidos coloridos, carregando na cabeça alguidares de fruta e nas costas, embrulhados em mais tecido, bebés gordinhos de pernas abertas e cabeça pendurada.
 – Psss, branco, branco! – Chamam os motoqueiros.
 – Não obrigado.
 – Branco. Branco. – Chamam as mulheres da fruta.
 A t-shirt toda colada nas costas e sarapintada com manchas de suor no peito. As mãos sentem-se, humedecidas. “Preciso de outro duche.”
 Os passeios todos rebentados e com pequenas selvas a brotar nos lugares mais incríveis. Cabras a passar ao lado do Palácio do Governador e cães totalmente esqueléticos a tentar saltar para dentro dos contentores do lixo.
 Passarinhos minúsculos azuis, vermelhos e castanhos que nos prendem o olhar e levam-nos a atenção quando levantam voo. 
 Centenas de miúdos a vir da escola todos de uniforme, brincando uns com os outros, pegando nas réguas como se fossem machins, enquanto uns poucos ficam por aí a fazer tempo enquanto puxam charocos do canal conspurcado da cidade.
 À noite, galos e cães que parecem revezar-se para poderem fazer barulho sem nunca pararem  e as formigas que entram e saem do teclado do portátil enquanto escrevo isto.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ohh cacaoo!

Uma das poucas músicas que passa aos altos berros dentro das hiaces - carrinhas amarelas que avançam furiosamente pelas estradas esburacadas de São Tomé. Parte da letra é em forro, um dos dialectos locais.


"Ohh cacaoo, no molê
Oh cacaoo, no molê
Quaquedalaê, no molê
Quaquedalaê, no molê (...)"

 Tenho (quase) a certeza que está tudo mal escrito mas a mensagem é algo semelhante a: Ai caraças! Vamos morrer. Que é que aconteceu?!

 E assim me despeço com a fantástica fotografia do jipe do projecto.


 A equação fui eu que escrevi. A marca Mitsubisih pertence a outro artista qualquer.

sábado, 7 de abril de 2012

Subida até à Lagoa Amélia

 Finalmente consegui acompanhar a equipa de taxonomistas norte-americanos numa curta saída de campo. O objectivo inicial era espalhar a mensagem que eles precisam de encontrar um sapo em particular na zona de Monte Café por isso servi de tradutor e, com a ajuda do Gabriel, (local e assistente do projecto dos pombos) converti a necessidade deles em acção. Imagino que nos próximos dias as criancinhas de Nova Moka redescobrirão a maioria dos charcos e poças da zona.

O interior cavernoso de uma figueira estranguladora. Estas maravilhas basicamente germinam no topo de outra árvore e crescem até cobrirem a hospedeira na totalidade, acabando por matá-la.


Hipposideros ruber
 Partindo do Jardim Botânico no Bom Sucesso (fica para outro post) em direcção à Lagoa Amélia encontrámos os imperdíveis fanaliche (morcegos) que se passeiam entre nós e muita da passarada endémica da ilha. É bastante fácil ouvir Papafigo e ver Zéguê e Tcholó.

 À medida que o grupo ia subindo e suando, escorregando e rindo, o Brian ia revirando troncos em busca da famosa cobra bobô, uma cecília endémica de São Tomé que apesar do nome, é um anfíbio completamente inofensivo.  Mas ao fim de umas quantas tentativas, o que  acabámos por encontrar foi esta fantástica minhoca gigante! A sério, a coisa quando começou a fugir tinha à vontade o comprimento da minha mão! 

Viscoso mas gostoso
Cobra bobô - Schistometopum thomense





Ai ai, que fantástico exemplo de evolução convergente - por serem sujeitos a pressões evolutivas semelhantes, bixos com passados evolutivos distintos adquirem formas semelhantes.

Caminho em direcção à Lagoa Amélia
Begónia gigante, a maior do mundo e ainda por cima um
 endemismo São-tomense









Cratera da Lagoa Amélia vista dos bancos

  Até que finalmente chegámos até à Lagoa Amélia (uma antiga cratera vulcânica completamente coberta de vegetação). Existe um caminho até lá a baixo que podem tomar. Vá lá, se já subiram isto tudo bem que podem continuar e ver a "lagoa" mais de perto! Mas atenção, quando lá chegarem tenham cuidado com os pés porque apesar das aparências, ela ainda é funda. Não queiram acabar como a Amélia...





Cratera da lagoa Amélia


E para terminar em beleza, uma feliz Páscoa para todos!






quinta-feira, 5 de abril de 2012

Estranho regurgito de ideias


 Hoje está a ser um dia estranho (talvez por ter passado mais do que uma hora a estimar o número de frutos de um Pau cabra) e como não estou a conseguir sair desta estranheza, acho que o melhor é transportá-la para o post. É o mínimo que posso fazer. Ou seja, em vez de este ser um post bem estruturado com uma mensagem bem pensada, vai ser apenas um amontoado de sentimentos e ideias isoladas. Se mo permitem, aqui vai:

- "Vinte euros... ok, mas... e isso dá quanto em dobras?!"
A necessidade de fazer a conversão conseguiu finalmente convencer-me que já cá estou há bastante tempo.

 Andar atrás de alguém num caminho enlameado na floresta e ver que a pessoa da frente ficou com o pé preso numa trepadeira que se soltou. Mas, como disse, a trepadeira soltou-se por isso a pessoa agora anda a passear um enorme enrolado de folhas irritantes! O que fazer, o que fazer? Digo-lhe e revelo-me como uma pessoa excessivamente preocupada com pormenores? Não digo e tento pisar a trepadeira sem a outra pessoa notar? E se ela repara que estou a tentar igualar a minha passada à dela? O melhor talvez seja... ok, já saiu.

 O pau cabra tinha 113819 frutos. Juro que não estou a gozar.

 Oitenta por cento das vezes que dou boleia a estranhos acabo sem querer a falar no mau estado das estradas ou na "sempre inesperada e invulgar chuva de ontem."

 Cortei dedinhos de rolas mortas e meti-os em frasquinhos de etanol para fazer análises de DNA. Memo cena à bruxo, só não ponho aqui a fotografia que tirei (tinha que tirar) porque seria a confirmação que sou maluco.

 Quando me virem muito calado a olhar para os vossos bebés, é porque estou a olhá-los com os mesmos olhos curiosos e intrigados que uso para comportamento animal.


 Obrigado e boa noite.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sol e simplicidade

 Acordei sobressaltado, a chuva batia forte nas portadas fechadas da janela e o telemóvel esqueceu-se que  me devia ter acordado há uma hora atrás. Hoje era dia de campo... telefono ao Gabriel e pela gritaria percebo que na zona dele (onde iam ser as contagens) está bem pior por causa do vento... "ok, paciência, isto tem dias assim."
 A ideia que fez nascer o post de hoje é simples. E por isso espero conseguir colocá-la simplesmente assim:

 Há um ano atrás estava eu no deserto do Sinai a fazer trabalho de campo e num dia gélido e seco como os outros o Huarib (um beduíno que me ajudava) convidou-me para almoçar com ele e a família. Isto não foi nada de mais, já tinha acontecido antes. Mas o que me marcou profundamente foi quando nos sentámos lá fora em frente à casa dele. Não havia bancos nem cadeiras, apenas pedras frias e ásperas, mas num pequeno cantinho mais acolhedor o Sol decidiu abençoar-nos com calor que, apesar das aparências, era raro e precioso naquela altura do ano. A mulher sentou-se connosco e os filhos também. Os mais pequenos brincavam com pedras e bocados de lixo enquanto o Huarib e a mulher falavam e riam abertamente enquanto o Sol nos aquecia a cara. Eu só pude fechar os olhos e sorrir humildemente perante aquela lição. Foi simplesmente isso.
 "Esta gente não tem nada." Pensei eu. "Não têm carro, a casa é um monte de pedras, dormem no chão, estamos todos a comer da mesma tijela torta com colheres tortas que mal devem ter sido lavadas porque a água é tão escassa, mas olha para eles, bastou um pouco de sol para ficarem felizes..."
 A mensagem era esta, espero que tenham conseguido sentir pelo menos parte do que eu queria transmitir e se conseguirem fazer algum tipo de comparação com as vossas vidas, tanto melhor, porque eu certamente que fiz.



 Já agora, se tiverem tempo e curiosidade vejam este blog de um casal de Portugueses que eu tive a honra de conhecer no Sinai: http://www.2numundo.com/
 Resumindo ao máximo a sua aventura épica, eles estão a viajar de bicicleta desde Portugal até Macau. É isso mesmo. Espero que a história deles possa inspirar alguns de vocês a fazer o mesmo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Magia oculta

Restos de um ritual na cascata Bombaim
 Se a magia existe nos olhos de quem a vê, São Tomé está cheio dela. Há uns meses atrás o Gabriel contou-me que dantes havia pelo menos um feiticeiro em cada comunidade e que quando havia mais do que um, eles costumavam desafiar-se em batalhas até à morte a fim de decidirem qual era o mais poderoso. Ele contou-me que essas batalhas eram terríveis e acabavam muitas vezes na morte de um deles. Não sei se é verdade mas o que sei é que quase já não se vêem feiticeiros. (devem ter-se matado todos!)  
 Apesar disso, a magia continua bem enraizada na cultura Sãotomense. Por exemplo, um dos tratamentos para o mau olhado envolve um banho de folhas recolhidas da floresta.
 Numa conversa que tive hoje com uma médica portuguesa fiquei a saber que existem muitos mais rituais como este ligados à gravidez. Por exemplo:
 Depois do parto, a mulher beber 5L de vinho tinto para repor o sangue que perdeu.
 Dar ao bebé uma poção feita com várias bebidas alcoólicas para o purificar.
 Lavar o bebé no tal banho de folhas. Imagino que como estes, devam haver tantos outros rituais e também acredito que em alguns deles pode muito bem haver um verdadeiro benefício medicinal; nomeadamente nos que envolvem cascas de árvore ou folhas. A fotografia é apenas uma cena que encontrámos na cascata Bombaim. Haviam velas derretidas, flores, arroz, açucar, um copo de suminho e uns bolos. Devia ser magia branca.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Hello to you too, Bob Drewes!

 Como os verdadeiros biólogos bosses estão fora de São Tomé eu fui posto em contacto com uma equipa de investigadores da California Academy of Sciences no seu lugar. Isto levou-me numa curta viagem ao Omali, o hotel mais caro (pelo menos a comida é - 10€ por um hamburguer!? Auch!) do país e aí tive o privilégio de conhecer uns senhores verdadeiramente fantásticos (e de almoçar à borla! Yeahee!)
 Num segundo estava na recepção a puxar do telemóvel para ver se me tinha atrasado (não). No instante seguinte estava a distribuir apertos de mão e sorrisos a todos os que me olhavam na cara! Apertaíubacalhau oh simpático senhor do bar!...            Ok, talvez não tanto... mas então, o Bob e a sua equipa já cá vieram umas poucas vezes e ao que parece sempre que poisam na ilha regressam com espécies novas para a ciência! Assim do nada!
- Aquele sapo?
- Era novo.
- E então este escaravelho?!
- Novo!
- Não me vais dizer que aquele peixe....
- Tudo novo! ...Mwahaha!

 A equipa dele tinha um senhor especialista em musgos, outro em líquenes, outro em peixes, um fotografo para documentar tudo e um sexto que nem cheguei a perceber o que fazia mas todos eles extremamente vibrantes, curiosos e desejosos por explorar a ilha! ... adorei estar lá com eles porque serviu para relembrar a minha própria paixão pela natureza. Quando se passa demasiado tempo em casa até parece que nos esquecemos do porquê de estarmos tantas vezes longe de casa a fazer isto... Mas então, basicamente adorei conhecer o senhor e fiquei com a sensação que ele também gostou de me conhecer. Senti que tínhamos imenso em comum (não fosse ele ter dito que havia mais gente como nós do que eu poderia pensar... "nós" = weee! ^^). Ele e os colegas são tudo malta aventureira que embora já tenham uma certa idade (segundo ele, são velhos) são extremamente alegres, barulhentos e fáceis de fazer amizade - como todos os americanos costumam ser, aliás! Como as coisas no projecto estão meio paradas - só temos que fazer contagens de frutos para estimar a sua abundância e disponibilidade para os pombos florestais - em principio irei com eles para o mato para lhes facilitar as comunicações e também para os ajudar a encontrar o que precisam com a ajuda dos assistentes de campo do projecto.

 Já agora, ele tem um super blog (como eu gostava que este um dia fosse!) por isso se tiverem tempo checkem-no! Tem muitas fotos bonitas...