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domingo, 16 de setembro de 2012

Ruínas na Praia

Vista aérea do Bom Bom Island Resort
    Apanhando uma mota (50.000 STD ≈ 2€) a partir da cidade de Santo António poder-se-á chegar rapidamente ao Bom Bom Island Resort, um dos locais mais belos da ilha do Príncipe. Como o hotel tem umas regras um pouco restritas para visitantes, é aconselhável anunciarem a presença caso queiram apenas ficar numa das praias que o cercam, mas se tiverem vontade de conhecer mais, virem à esquerda, para Oeste, e sigam a costa.

    Ao mergulhar na floresta que cerca o ilhéu BomBom somos rapidamente envolvidos pelos sons exóticos dos estorninhos (Lamprotornis ornatus) que transmitem algo a que eu chamei apenas de "tropical feeling". Desde o Uganda que não tinha esta sensação, ou pelo menos não uma sensação tão forte; foi muito bom. Outra coisa que se nota imediatamente é que o chão da floresta está muito limpo, com poucos rebentos novos, e segundo o que me disseram, os responsáveis são uns caranguejos florestais grandalhões (ver mais a baixo) que andam por lá a rapar o que podem.

  Quando chegarem à Praia da Ribeira Izé espera-vos uma fantástica ruína de uma igreja mesmo ao lado da praia. Li algures que a igreja já tem para cima de quatrocentos anos por isso se for verdade é mesmo impressionante como é que ainda se aguenta de pé quando outras ruínas em São Tomé já desapareceram totalmente.

Vista da entrada
  
    Na igreja ainda se vê os nichos onde as figuras dos santos deviam estar. Quantas pessoas terão orado ali,  onde agora brotam apenas três árvores indiferentes.


   E se ainda tiverem tempo, podem continuar pela costa porque as praias paradisíacas vão se revelando, umas a seguir às outras, cada vez mais bonitas.


   E porque não um mergulho? A visibilidade é uma coisa de outro mundo e nem é preciso ir muito longe para tropeçar num ou outro cardume mais jeitoso.


   No regresso ao ilhéu  Bombom estejam atentos a estes senhores que se costumam esconder nos buracos do caminho. Digo para estarem atentos não porque são perigosos mas sim para não perderem uma oportunidade de fotografar caranguejos terrestres tão grandes e bonitos! Os bichos são muito desajeitados por isso encurralá-los não é difícil.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

No barco afundado

 A decisão foi tomada mal o Chico viu um dos muitos barcos encalhados - Tínhamos que tirar um dia para ir mergulhar num deles, desse lá por onde desse! Saídas de mar seguiram-se e os dias foram passando com a data do voo de regresso deles cada vez mais próxima. E nada de barco afundado. Ontem eles tinham que fazer observações a partir do Ilhéu das Cabras mas uma corrente improvável de acontecimentos levou-nos até Micolo onde “apanhámos” a canoa do senhor Hilário (9869339) por uns simpáticos 350.000 STD (+-14€ incluindo gasolina). Num instante estávamos a empurrar a canoa debaixo do olhar curioso de toda a gente naquela praia movimentada, no instante seguinte estávamos a molhar os pés na água do ilhéu. A contagem foi fraquita mas o mesmo não pode ser dito do que se passou debaixo das ondas. Os peixes eram mais, maiores, e mais variados, havia mais esponjas, mais corais, e mais saudáveis, um túnel escavado nas rochas aqui e ali, tudo muito vivo e colorido, mas foi quando fizemos uma curta paragem num dos muitos barcos afundados que as coisas ficaram realmente interessantes! Toda a estrutura está revestida de vida marinha e é realmente espectacular voar por entre todos aqueles cabos e cordas, mergulhar debaixo da proa encalhada na areia branca, passar junto ao casco com todos os peixes a nadar indiferentes à minha presença. Adorei, e nem sei porque é que não tinha feito isto antes! Pelo dinheiro que se pagou, vale bem a pena! Até imagino que o senhor não se importasse de fazer a viagem directa até ao barco afundado por 200.000 STD (já que 125.000/150.000 era o preço da gasolina até ao ilhéu – que obriga a uma viagem maior.)

 E deixo aqui uma das filmagens feitas por lá. Quando a internet o permitir hei-de meter algo com melhor qualidade!)




domingo, 29 de abril de 2012

Submerso na Praia Santana

 Todos os Domingos são parecidos. É como o final de umas férias demasiado curtas. "Devia ter feito mais." penso, há medida que o tempo vai passando. Olho pela janela, enquanto imagino o que podia estar a fazer. Esta ansiedade aumentou até ao ponto em que disse para mim mesmo: "Tenho que sair de casa se não rebento...!"  e como isso não traria nada de bom, agarrei no carro e fui fazer um favor a mim próprio e fui até à Praia do Clube Santana.


 A praia até é bem bonita mas tem uma coisa que me faz bastante comichão. Parece existir uma espécie de barreira invisível que separa as pessoas que vivem na localidade das que estão alojadas no hotel Santana. Não há misturas.
 Mas eu não conduzi todo o caminho para estar a apreciar as vistas. Havia diversão à minha espera debaixo de água.


Nem tinha avançado uns cem metros quando me deparo com esta festa! Imensos peixes que ora eram arrastados ao sabor das ondas, ora desciam de repente ao fundo para depenicar as algas em conjunto.


Vale a pena perder tempo a admirar as cores dos ouriços. Ainda não percebi se é apenas ilusão mas parecem autênticos néons azuis.
Furar o cardume. Eles não se importam e eu gosto tanto que podia fazer isso o dia inteiro.

 Já no regresso encontrei este pequenote. Sempre que vejo um Bubu (nome local) tenho que ir lá a baixo chateá-lo. É pouco profissional, eu sei, mas não consigo evitar.




 Quando cheguei a casa segui todo o protocolo que precede a passagem das fotografias para o computador mas a minha menina não ligou mais... espero que amanhã esteja melhor mas não tenho muitas esperanças... seria uma pena se estas fossem as primeiras e ultimas filmagens que mostro...

sábado, 28 de abril de 2012

Novos ângulos

 Hoje foi apenas mais um dia de trabalho de campo como os outros só que como agora passo o tempo todo com a minha nova menina pendurada à cintura, acabo por fotografar momentos que de outra forma provavelmente não me teria dado ao trabalho por preguiça ou simplesmente por não ser possível com uma máquina maior e mais ameaçadora. Apesar da qualidade da imagem ser visivelmente inferior, acho que a máquina acaba por compensar essa falha com as oportunidades que cria e, dessa perspectiva, as duas até se complementam bem.

Adoro esta foto porque não foi minimamente ensaiada! O Christoph estava a fotografar a cena da próxima foto e eu julgava que os miúdos nem tinham reparado que desta vez eu tinha apontado a máquina para nós.



Jita (Boaedon lineatus) e lagartixa (já foste)
Carrinha destroçada a caminho de Água Sampaio

Aranhão à espera de identificação

domingo, 22 de abril de 2012

Nova máquina fotográfica

 Com o Christoph chegou também a minha nova menina, uma Panasonic DMC-FT4 que dá para filmar e fotografar debaixo de água. Ontem conseguimos dar um saltinho à praia do Governador mas infelizmente a visibilidade estava péssima, muito provavelmente devido à chuva que arrasta os sedimentos dos rios e o vento que agita as correntes. Ainda assim tentei tirar umas quantas fotografias e deixo aqui as melhorzitas. 


 

 Ao ver o resultado em casa não pude deixar de me sentir nostálgico. Estão todas especialmente sem graça, tal e qual como foram as primeiras fotografias tiradas com a minha Canon 350D há uns seis anos atrás. Pensava que ia ser pegar na máquina e começar logo a sacar fotos subaquáticas com a mesma facilidade com que tiro as fora de água mas está visto que vou ter que começar do início, o que é óptimo!
 Relembrando tudo o que já vi através da minha máquina fotográfica, se esta pequena se portar igualmente bem, então acho que temos um longo e bom caminho pela frente.